quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Como a igreja está acolhendo os jovens?

Pergunta difícil de ser respondida principalmente pela pluralidade que ela traz nas principais palavras: IGREJA E JOVENS.
Somo uma só Igreja, mas diversos são os jeitos de nos organizarmos e como Igreja nós temos variadas formas de entender a vida em comunidade, apesar de seguirmos o mesmo Evangelho e a mesma doutrina, nossa Igreja é enorme e muito plural. Por falar em pluralidade precisamos também dizer que falar de juventude é lembrar toda a diversidade que ela traz consigo e por isso é preciso muito cuidado para responder essa questão.
A Igreja começa a conhecer e a organizar os jovens através da Ação Católica Especializada, onde tínhamos os grupos JAC, JEC, JIC, JOC e JUC, os quais trabalhavam com os jovens das realidades: agrária, estudantil, independente, operária e universitária respectivamente. Essa foi a primeira forma que a Igreja encontrou para acolher e cuidar da juventude daquela época, depois vieram as herdeiras dessa organização que foram as Pastorais da Juventude: a PJMP, para organizar os/as jovens das classes mais populares e dos setores da sociedade mais excluídos e esquecidos, a PJE, para articular os/as jovens da escola, a PJR para envolver os/as jovens do campo e a PJ para acompanhar os/as jovens dos grupos das comunidades.
Assim foi por muito tempo o jeito que a Igreja adotou para revelar o seu rosto jovem e nesses grupos através de vários elementos pedagógicos e proféticos foi formando jovens protagonistas, conscientes e construtores/as do Reino de Deus, da tão sonhada Civilização do Amor.
Com o passar do tempo a Igreja foi encontrando outras formas de acolher e organizar a juventude, daí foram surgindo vários grupos, movimentos, novas comunidades, congregações, etc. As Pastorais da Juventude não perderam o seu espaço, mas foi aprendendo a partilhá-lo com as inúmeras expressões juvenis que foram aparecendo pelo caminho. Com essa diversidade de formas de organização, os/as jovens passaram a de forma livre, quando é possível, escolher o grupo com o qual se identifica e através dele viver o seu jeito de ser Igreja e de encontrar-se com Jesus Cristo.
O perigo é quando a Igreja não está pronta para acolher essas diversas expressões e põe entre os grupos métodos de comparação e até mesmo de hierarquia. Não nos cabe determinar qual é a melhor forma de se organizar e acolher a juventude, é preciso nos preparar para que consigamos dialogar com esses/as jovens e apontar para eles/as caminhos que proporcionem uma formação religiosa e social que lhes promovam um amadurecimento no processo de educação na fé.
Pesquisas apontam que a grande maioria dos/as jovens acredita em Deus, mas não possuem vínculos de compromisso com as religiões. Penso que esses dados nos desafiam quando propomos através da Igreja uma vivência do/a jovem com Deus e a juventude, mesmo crendo em Deus, não encontra na religião um espaço interessante e atraente.
O que nos falta? Pensando nessa questão gostaria de apontar algumas questões fundamentais: Promover espaços de escuta onde os/as jovens possam partilhar as suas vidas, ajudar ao jovem a perceber o valor e a beleza da espiritualidade enraizada, inculturada e libertadora, não fazer pelo/a jovem respeitar o protagonismo da juventude, estimular a construção de projetos de vida pessoais e comunitários, incentivar espaços de reflexão e aprofundamento das questões de afetividade e sexualidade, derrubar as cercas e ir ao encontro dos/as jovens em suas realidades, formar lideranças coerentes e testemunhas da sua fé, valorizar e apoiar as diversas iniciativas artísticas do mundo juvenil e estimular a juventude a viver bem a sua militância assumindo uma causa para doar a sua vida e para colaborar na construção do mundo mais justo e mais pacífico como todos/as sonhamos.
Como Igreja nós estaremos acolhendo cada vez melhor a juventude quando amarmos de forma incondicional, gratuita cuidadosa e respeitosa cada um e cada uma que se coloca a disposição para somar nesta comunidade de discípulos/as missionários/as de Jesus Cristo.


Fonte: http://pj.org.br/
Blog fonte: http://crismapsbento.blogspot.com

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Vamos sonhar juntos!!!!

"Ei! Juventude! Rosto do mundo
Teu dinamismo logo encanta quem te vê
A liberdade aposta tudo
Não perde nada na certeza de vencer." (8)

E é com essa pequena parte da música coração livre que convido vocês a refletirem, sobre nós, os jovens, a juventude que tantas pessoas dizem ser o futuro do planeta, a juventude que Bento XVI, ousa em dizer que não é esse tal futuro mas, sim o presente.

24 de Outubro de 2010, domingo, data histórica onde celebraremos os 25 anos do DNJ (Dia Nacional da Juventude), pois é, 25 anos de história, de lutas, de gritos de clamor para a construção de um mundo novo e melhor, hoje será que somos como os jovens de 25 anos atrás, jovens que almejavam um mundo novo, um mundo justo e fraterno, que gritava para que a sociedade nos ouvisse? vamos um pouco mais longe, peguemos como exemplo a juventude dos anos 60, movimento caras pintadas, diretas já, que derrubaram a ditadura militar, que vestiram a camisa e mostraram a nossa verdadeira face, será que hoje pensamos no bem comum da sociedade ou será que nos fechamos em torno de nós mesmos e de nosso amigos? será que hoje não nos tornamos uma juventude morta? onde engolimos tudo o que a mídia nos impõe sem ao menos questionar se isso é bom para nós e para o mundo?

No Jubileu do DNJ somos convidados a refletir o tema "Juventude muita reza, muita luta, muita festa, em marcha contra a violência", violência essa que mata todo ano em nosso país 37 mil jovens, e eu como me coloco diante dessa realidade cruel, como reajo ao saber que todo ano a violência ceifa a 37 mil jovens como e você.

Jovens sejamos verdadeiramente jovens, como foram os jovens dos anos 60 e como foram os jovens de 25 anos atrás que lutaram pelos nosso direitos, que lutaram por um mundo mais justo, que não sejamos uma juventude morta, mas sim uma juventude viva, alegre que faça o mundo estremecer com nosso grito. Que nós deixemos de apenas esperar, esperar dias melhores, dias de paz, dias a mais como é colocado na música do Jota Quest, e possamos sim fazer esses dias melhores, esses dias de paz, esses dias a mais realidade na nossa vida.

Afinal "Quando se sonha sozinho é apenas um sonho. Quando se sonha juntos é o começo da realidade."
(Dom Quixote)


"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa. E, por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso."

(Madre Teresa de Calcutá)

www.youtube.com/v/AQLnK4vFsbg&rel=0&hl=pt_BR&feature=player_embedded&version=3">


E para marcar esses 25 anos de DNJ queremos celebrar com a juventude de todas as paróquias. Para isso convidamos vocês para se juntar a nós!
Dia 24 de outubro de 2010 apartir das 8h
Em frente a FAPIJA (Feira Agropecuária e Industrial de Jacareí)Avenida Nove de Julho - Jacareí
Saindo em caminhada as 9h para a Capela Santa Maria, onde haverá missa e outras atividades.
Rua Orlando Felipe Bonano, 850 - Jardim Santa Maria - Jacareí
Por Luis Missao

sábado, 2 de outubro de 2010

ESTA SEMANA VOCÊ TEM ALGO MUITO IMPORTANTE A FAZER.



Repasso a você uma mensagem da Comunidade Shalom.


Neste Domingo, eu e você iremos até a urna eletrônica para expressar a nossa decisão sobre quais as pessoas que melhor nos representarão nos governos Federal e Estadual.


Votaremos no Presidente, em 2 (dois) Senadores, no Governador e nos Deputados (Estadual e Federal) que desejamos eleger.


Escolheremos 6 pessoas que tomarão as decisões que influenciarão nossas vidas nos próximos 4 (quatro) anos ou mais. Porém, somente serão eleitas através da influência de algo que é direito nosso: o voto.


Esta escolha deve ser feita com critério, e levando em consideração os nossos valores, ou seja, o que consideramos ser mais valioso na promoção da paz e felicidade autêntica, e analisando também os valores vivenciados pelos nossos candidatos em sua vida pessoal e pública.


A liberdade religiosa é um valor para você? Educar seus filhos na sua fé é um valor para você? Proteger a vida de todo ser humano desde sua concepção é um valor para você? Promover a reta compreensão da sexualidade é um valor para você? Respeitar os símbolos religiosos é um valor para você? Orientar os homens e mulheres que se prostituem a tomarem um novo caminho é um valor para você? Ter a família (pai, mãe e filhos) como o núcleo central da sociedade, enquanto civilização do amor, é um valor para você?


Como eu acredito que a sua resposta é sim, sugiro responder as perguntas acima quanto aos valores dos seus candidatos e dos partidos que eles pertencem, pois dependendo das decisões que você tomar ao votar estes valores poderão ser defendidos ou esquecidos nos próximos anos.


Além disso, devemos avaliar quais candidatos possuem a competência e a coerência moral para desenvolver a nação e promover o povo brasileiro, de modo especial os mais pobres, dando a eles autonomia para conduzirem suas vidas e dignamente receberem o “pão de cada dia” a partir do fruto de seu trabalho.


Precisamos, nesta reta final da decisão eleitoral em nosso País, despertar a nossa consciência e daqueles mais próximos a nós para oferecermos ao Brasil um voto esclarecido, diante das propostas que realizarão um progresso verdadeiro de cada indivíduo e da sociedade, bem como votar em candidatos que apresentem coerência na sua história de vida, entre o que dizem e fazem.
Neste próximo Domingo seja coerente com sua fé e seus valores e não vote em candidatos e partidos que defendem o aborto ou que com eufemismo dizem que o aborto é uma questão de saúde pública, que querem tirar os símbolos religiosos dos lugares públicos restringindo a liberdade religiosa, que não apóiam o ensino religioso, que não favorecem o desenvolvimento e uma justiça social com dignidade e que fazem pouco caso da democracia.


Neste próximo Domingo seja coerente com sua fé e seus valores e vote em candidatos e em partidos que defendem a vida desde a sua concepção até o seu ocaso natural, a família, a liberdade religiosa e de imprensa. Apóie o ensino religioso e favoreça o desenvolvimento integral com uma digna justiça social e que defendam a democracia.


Vote com consciência. Não vote por interesse ou por conveniência! Lembre-se: você como cristão é também cidadão deste mundo e responsável, também através do seu voto, por ajudar a construir a civilização do Amor.


COMUNIDADE CATÓLICA SHALOM

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Para que servem minhas fraquezas?

Nossa meta maior sempre será retornar para Deus! Entretanto, os caminhos desta estrada de volta revelarão sempre a pessoa que somos, nossas virtudes e fracassos. Das virtudes, gostamos até demais delas! Dos fracassos, até nos causam pânico!

Quem se aproxima um pouco mais de Deus pela oração e direção espiritual, vai entendendo aos poucos que nossas fraquezas são amigas que, se ouvidas com vigilância e humildade, nos conduzirão para uma contínua conversão.

São Pe. Pio de Pieltrecina afirma que "se Deus permite que você vacile em alguma fraqueza, não é porque o abandonou; ao contrário, Ele está o fortalecendo na humildade e na vigilância."

Por isso, não tenha medo! Suas fraquezas podem ser, hoje, suas maiores e mais importantes aliadas!

Já havia pensado assim?


Fonte:http://www.cancaonova.com/cnova/ministerio/temp/mensagem.php

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

NOTA DA COMISSÃO EPISCOPAL REPRESENTATIVA DO CONSELHO EPISCOPAL REGIONAL SUL 1 - CNBB

"Tudo é político ainda que o político não seja tudo". (Dom Pedro Casaldáliga, Bispo Hemérito do Prelado de São Félix do Araguaia - MT)

Hoje nos colocamos em uma posição política partidária, ou melhor nos colocamos contra uma. Independente se sua convicções ideológicas e religiosas, que nas próximas eleições, dê o seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários à descriminalização do aborto.

Muito tem se falado sobre a relação do Partido dos Trabalhadores (PT) e o aborto, pois bem diante disso hoje, apesar de um pouco tarde, a Igreja em especial o Regional Sul 1 da CNBB. Deu o seu parecer sobre o assunto, o texto na integra segue abaixo.

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A Presidência e a Comissão Representativa dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, em sua Reunião ordinária, tendo já dado orientações e critérios claros para “VOTAR BEM”, acolhem e recomendam a ampla difusão do “APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS” elaborado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 que pode ser encontrado no seguinte endereço eletrônico “www.cnbbsul1.org.br”.

São Paulo, 26 de Agosto de 2010.

Dom Nelson Westrupp, scj
Presidente do CONSER-SUL 1
Dom Benedito Beni dos Santos
Vice-presidente do CONSER-SUL 1
Dom Airton José dos Santos
Secretário Geral do CONSER SUL 1

APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRASNós, participantes do 2º Encontro das Comissões Diocesanas em Defesa da Vida (CDDVs), organizado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB e realizado em S. André no dia 03 de julho de 2010,

- considerando que, em abril de 2005, no IIº Relatório do Brasil sobre o Tratado de Direitos Civis e Políticos, apresentado ao Comitê de Direitos
Humanos da ONU (nº 45) o atual governo comprometeu-se a legalizar o aborto,

- considerando que, em agosto de 2005, o atual governo entregou ao Comitê da ONU para a Eliminação de todas as Formas de Descriminalização contra a Mulher (CEDAW) documento no qual reconhece o aborto como Direito Humano da Mulher,

- considerando que, em setembro de 2005, através da Secretaria Especial de Polítíca das Mulheres, o atual governo apresentou ao Congresso um substitutivo do PL 1135/91, como resultado do trabalho da Comissão Tripartite, no qual é proposta a descriminalização do aborto até o nono mês de gravidez e por qualquer motivo, pois com a eliminação de todos os artigos do Código Penal, que o criminalizam, o aborto, em todos os casos, deixaria de ser crime,

- considerando que, em setembro de 2006, no plano de governo do 2º mandato do atual Presidente, ele reafirma, embora com linguagem velada, o compromisso de legalizar o aborto,

- considerando que, em setembro de 2007, no seu IIIº Congreso, o PT assumiu a descriminalização do aborto e o atendimento de todos os casos no serviço público como programa de partido, sendo o primeiro partido no Brasil a assumir este programa,

- considerando que, em setembro de 2009, o PT puniu os dois deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso por serem contrários à legalização do aborto,

- considerando como, com todas estas decisões a favor do aborto, o PT e o atual governo tornaram-se ativos colaboradores do Imperialismo Demográfico que está sendo imposto em nível mundial por Fundações Internacionais, as quais, sob o falacioso pretexto da defesa dos direitos reprodutivos e sexuais da mulher, e usando o falso rótulo de “aborto - problema de saúde pública”, estão implantando o controle demográfico mundial como moderna estratégia do capitalismo internacional,

- considerando que, em fevereiro de 2010, o IVº Congresso Nacional do PT manifestou apoio incondicional ao 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3), decreto nª 7.037/09 de 21 de dezembro de 2009, assinado pelo atual Presidente e pela ministra da Casa Civil, no qual se reafirmou a descriminalização do aborto, dando assim continuidade e levando às últimas consequências esta política antinatalista de controle populacional, desumana, antisocial e contrária ao verdadeiro progresso do nosso País,

- considerando que este mesmo Congresso aclamou a própria ministra da Casa Civil como candidata oficial do Partido dos Trabalhadores para a Presidência da República,

- considerando enfim que, em junho de 2010, para impedir a investigação das origens do financiamento por parte de organizações internacionais para a legalização e a promoção do aborto no Brasil, o PT e as lideranças partidárias da base aliada boicotaram a criação da CPI do aborto que investigaria o assunto,

RECOMENDAMOS encarecidamente a todos os cidadãos e cidadãs brasileiros e brasileiras, em consonância com o art. 5º da Constituição Federal, que defende a inviolabilidade da vida humana e, conforme o Pacto de S. José da Costa Rica, desde a concepção, independentemente de sua convicções ideológicas ou religiosas, que, nas próximas eleições, deem seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários à descriminalizacão do aborto.

Convidamos, outrossim, a todos para lerem o documento “Votar Bem” aprovado pela 73ª Assembléia dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, reunidos em Aparecida no dia 29 de junho de 2010 e verificarem as provas do que acima foi exposto no texto “A Contextualização da Defesa da Vida no Brasil” (http://www.cnbbsul1.org.br/arquivos/defesavidabrasil.pdf), elaborado pelas Comissões em Defesa da Vida das Dioceses de Guarulhos e Taubaté, ligadas à Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB, ambos disponíveis no site desse mesmo Regional.

COMISSÃO EM DEFESA DA VIDA DO REGIONAL SUL 1 DA CNBB
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Agora cabe a cada um de nós repensar. Vou ajudar a transformar em realidade aquilo que poderá ser o maior genocidio de nossa história onde seres indefessos serão brutalmente mortos?

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Para encontrar a pessoa certa é preciso ser a pessoa certa

É preciso preparar-se para o namoro

Vivemos em uma sociedade que cada vez mais despreza todas as formas de compromisso e de seriedade relacional. Diante disso, experiências de supostas aventuras momentâneas acabam, na maioria das vezes, prevalecendo diante do desejo de se viver um comprometimento sério no namoro.

De fato, em meio às frágeis concepções relacionais existentes em nosso tempo, torna-se cada vez mais difícil encontrar “a pessoa certa” para se viver um sadio relacionamento afetivo. Além do que, neste processo de encontrar a pessoa certa muita paciência e sabedoria são necessárias.

Aqui se aplica concretamente a antiga máxima: “Antes só do que mal acompanhado”, pois, em tais circunstâncias uma escolha errada pode acarretar terríveis e desagradáveis consequências: afetivas, emocionais e existenciais.

Para se encontrar a pessoa certa é preciso antes ser a pessoa certa, ou seja, é necessário estar preparado para tal encontro, para, assim, poder oferecer o melhor de si ao outro.

O namoro é uma realidade para a qual é preciso preparar-se, e preparar-se bem: através oração e vivência dos sacramentos, buscando a própria cura interior, procurando moldar as fragilidades do temperamento, entre outros.Enfim, para ser a pessoa certa para o outro se faz necessário estar bem consigo, com os próximos e, principalmente, com Deus.

E só está realmente bem aquele que não centrou seu coração em si mesmo, mas n’Aquele que lhe é infinitamente superior, dando a Este a total prioridade em tudo o que se é e se faz. O encontro com um “outro” não pode ser a única e cega meta da vida, mas ao contrário, deve ser a simples consequência do encontro com o “Outro”, que confere o verdadeiro lugar para todo e qualquer afeto humano.

Quem ainda não colocou o Sagrado no centro de sua existência não está pronto para viver um relacionamento sadio, pois correrá o sério risco de divinizar o outro, dando a este um lugar devido somente a Deus e, consequentemente, exigindo dele o que somente o Senhor pode lhe oferecer, tornando, dessa forma, a relação pesada e sufocante.

Existem lacunas em nós que somente o amor de nosso Autor poderá preencher, e apenas a partir de um profundo encontro com Ele nossos relacionamentos poderão tornar-se maduros e realmente bem sucedidos.

O amor só pode ser vivenciado com vida e equilíbrio, onde o “Amor” verdadeiramente saciou as fragilidades e vazios do coração.

Vivendo a partir de tais princípios e cuidando sempre e bem do coração, nós nos tornaremos capazes de inaugurar as devidas vias que precederão a tão desejada interação, a ser realizada pelo namoro, e poderemos assim saborear seu posterior êxito e plenitude.

Fonte blog: http://giovanabertolini.blogspot.com/

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

VOTOS AOS 16: uma conquista do povo brasileiro

Uma conquista da juventude brasileira o voto facultado aos jovens entre 16 e 17 anos é, ainda hoje, objeto de debates e polêmicas no conjunto da população. Apesar do aumento significativo do número de alistados dentro desta faixa etária[2] são muitos os que se manifestam contra essa conquista e afirmam: “Ah, já que não pode ser preso porque o menor de 18 pode votar?”, “Ora, se não pode ser responsabilizado por seus atos, porque o jovem pode escolher os governantes do país?”.

Tais expressões, fruto de uma visão ainda preconceituosa e estigmatizada da juventude, nega o jovem como sujeito social com possibilidade de intervenção crítica e responsabilidade social e nega a juventude como tempo de participação social e de emancipação pessoal e coletiva. Em outras palavras, as posições contrárias ao voto aos 16 anos desconhecem a possibilidade de jovens que percebem a importância da política, acreditam na democracia e apostam que é possível mudar o mundo.[3]

Numa análise mais profunda, os dados revelam que é inconsistente a noção de que esta geração é mais apática do que as que lhe antecederam ou de que o neoliberalismo, com seu receituário individualista e desumanizador, tenha triunfado de forma definitiva sobre esta geração, sepultando todas as iniciativas de participação e transformação social a partir do olhar da juventude.

Ora, se é verdade que a lógica mercantilizada do modelo capitalista tem conseqüência direta nas relações de toda a sociedade conduzindo à máxima do “salve-se quem puder” é verdade também que existem dentro desta mesma sociedade grupos e pessoas que resistem e apostam em outras relações, baseadas na solidariedade e na busca do bem comum, de modo que, também os jovens, são influenciados por essas múltiplas visões da realidade coexistindo, portanto, entre as juventudes brasileiras tanto posições mais conservadoras e individualistas quando posturas mais progressistas e solidárias.

Segundo os pesquisadores Gustavo Venturi e Vilma Bokany[4], a noção de apatia juvenil esbarra em problemas de três ordens, que denunciam a inconsistência desta noção e a complexidade da questão da participação juvenil no cenário brasileiro:

a) o primeiro problema refere-se aos pressupostos de que as gerações anteriores tenham sido majoritariamente progressistas. Em verdade, confunde-se uma “minoria mitificada” com a suposta posição de toda a geração e constrói-se a imagem de que toda a juventude dos anos 60 e 70 eram militantes revolucionários, o que em definitivo não corresponde à realidade,

b) uma segunda questão diz respeito as interpretações apresentadas para a participação política no Brasil. É importante frisar que não só entre os jovens há um baixo nível de associativismo e participação, mas, pelo contrário, em todo o conjunto da sociedade há uma crise de mobilização e engajamento político sendo que a juventude em certa medida também reproduz essa tendência e, por isso, é acusada de ser, sozinha, responsável por toda a crise de participação política do país.

c) Por fim, temos o problema das leituras parciais que desconsideram as novas formas de associação juvenil e se esquecem de que, se é verdade que os jovens quantitativamente se organizam menos nas modalidades tradicionais de associação política (partido, sindicato etc.), é verdade também que, por outro lado, eles vêm construindo modalidades novas de participação e luta por direitos (ONG’s, movimentos ambientalistas, movimento negro, etc.) sem, contudo, abandonar por completo aquelas que eram mais comuns nas gerações lhe antecederam.

Deste modo, destacamos aqui três aspectos, dentre vários outros possíveis, para a defesa e mobilização em torno do voto aos 16 anos defendendo-o enquanto estratégia importante para a elevação do nível de tematização social da juventude e para o fomento a inclusão das demandas juvenis no debate eleitoral.

Um primeiro aspecto diz respeito a ruptura com o paradigma na apatia juvenil e consiste em, por meio de uma participação ativa dos jovens dentre 16 e 17 anos no processo eleitoral, demonstrar que não é verdadeira a tese de que toda a juventude, ou melhor, todas as juventudes são desmobilizadas e apáticas politicamente.

Uma segunda dimensão refere-se ao incentivo à organização juvenil. Com a provocação à participação eleitoral dos jovens é possível incentivar a criação de grupos em interesse relacionados a essa questão como, por exemplo, a ação das redes, juventudes partidárias e entidades de apoio que se mobilizam pela defesa do voto adolescente como importante meio de interferência na discussão política do país.

Tais modalidades de mobilização social podem desempenhar um papel importante no que tange a associação política de jovens, sobretudo se tais campanhas relacionam-se com a promoção do voto crítico, do acompanhamento parlamentar, do engajamento social e do controle dos candidatos após o processo eleitoral monitorando e fiscalizando suas ações.

Por fim, o voto aos 16 anos pode significar ainda a inclusão do olhar dos jovens sobre as políticas que lhe dizem respeito e, portanto, a qualificação do debate sobre as políticas públicas de juventude dentro do processo eleitoral, suplantando o velho modelo da tematização dos jovens como objeto das políticas para a concepção do jovem como sujeito capaz de mediar, negociar, se contrapor e influir na constituição do debate sobre juventude a ser travado dentro da perspectiva eleitoral.

Assim, está colocado para os(as) ativistas pelo direitos da juventude um bom debate no que se refere ao voto aos 16 anos no sentido de que além de fomentar o alistamento eleitoral, com o objeto de assegurar a garantia desse direito juvenil, é importante ainda debater o voto dos jovens–adolescentes como possibilidade de mudança e de transição geracional, desencadeando processos de mobilização política, controle social e conscientização cidadã, certos(as) de que a eleição não será capaz de, sozinha, mudar os rumos do país e da sua juventude, mas, cientes de que, sem dúvida, ela representa um privilegiado momento para o debate por mais direitos e mais participação.



[1] Felipe da Silva Freitas, 22 anos, presidente do Conselho Estadual de Juventude do estado da Bahia e coordenador da Campanha nacional contra a violência e o extermínio de jovens.

[2] Segundo o TSE só entre 2006 e 2002 houve um aumento de 39% dos votantes com idade entre 16 e 17 anos.

[3] Segundo a Pesquisa Perfil da Juventude Brasileira realizada pelo Projeto Juventude / Instituto Cidadania, 54% afirmam que a política é muito importante, 53% afirmam que a democracia é sempre melhor do que qualquer outra forma de governo e 59% afirmam que a participação popular nas decisões do governo é a melhor forma para resolver os problemas do país.

[4] VENTURI, Gustavo; BOKARY, Vilma. Maiorias adaptadas, minorias progressistas. In: ABRAMO, H.; BRANCO, P. Retratos da juventude brasileira: análise de uma pesquisa nacional. São Paulo: Instituto Cidadania e Fundação Perseu Abramo, 2005.

Autor/Fonte: Felipe da Silva Freitas

terça-feira, 29 de junho de 2010

Afetividade.


O homem tem carências afetivas, mas isso não quer dizer que começaremos a brincar com os sentimentos dos outros, brincar com o sexo e abusar fazendo do sexo o que bem entendermos.
A afetividade é amor puro e vivido de maneira santa. Somos chamados por Deus à santidade (I Ts 4, 7 8), a uma vida nova no Espírito. Temos que exercitar um namoro santo. A Igreja precisa de jovens santos; o mundo moderno ainda muito mais.

Carência afetiva é uma necessidade, mas o uso indevido a trasnforma em pecado de impureza para o Nosso Deus. A afetividade nos apresenta a maturidade de três maneiras:

• Maturidade Psicológica Quando o jovem se toma maduro nos pensamentos. Começou a ter uma visão de mundo não infantil, mas jovem e de maneira mais crítica.

• Maturidade Física Quando o jovem amadurece o seu corpo. O homem toma forma de homem, voz, músculos e seus órgãos masculinos se desenvolvem e ficam adultos. O mesmo acontece na mulher. Isso significa apenas a maturidade física.

• Maturidade de Atitudes Quando o jovem alcança sua maturidade nas atitudes e atos, quando começa a perceber com a maturidade psicológica o que vem a ser certo e o que vem a ser errado.

A maturidade é sinal de que caminhamos na estrada certa, que evoluímos no projeto de Cristo. A imaturidade é sinal de que decaímos no oceano da desilusão e atravessamos a linha imaginária do pensamento não evolutivo, para o pensamento não involutivo. Seria uma saída para o jovem a vida que o mundo oferece? Os prazeres sociais que hoje conquistaram todos os extremos do mundo?

Por fim, a maturidade é sinal de responsabilidade. Ser responsável é estar com o outro respeitando. Isso faz o amor crescer. Ter responsabilidade tão qual a de um marido com sua esposa.

A maturidade e o grau que temos de buscar como jovens que querem ser santos, que querem servir a Deus como Santos hoje, na sociedade, na escola, na rodinha de amigos, devem se resumir à palavra chave de nosso grito: “Queremos ser santos hoje”. Nossa plena maturidade acontece quando alcançarmos a maturidade psicológica, física e de atitudes.






Mas não há nada que possamos fazer. O amor deve estar em alta! A vida sempre pode recomeçar.


Nosso destino é arriscar.



Dayane

sábado, 8 de maio de 2010

De mulher a heroína

Já é dia e meus olinhos mal conseguem enxergar o que esta acontecendo, só sei que diante de meus olhos esta um olhar tão bonito, umas palavras esquisitas soam em meu ouvido, parece ser uma melodia suave e cativante.Nas minhas mãozinhas eu sinto uma pele tão macia e cheirosa.

Meus olinhos agora começam a se abrir e nos meus lábios eu sinto algo que faz cosquinhas e de repente eu vejo diante de mim uma mulher e ao redor dela uma luz bem forte e dos olinhos dela caem pingos d’ água, é estranho, mas ela me olha e diz que esta chorando de felicidade por me ter em seus braços.

O tempo foi passando e ela foi me ensinando a chamá-la de um nome tão bonito, eu fui balbuciando até que pronunciei e ela soltou pingos d’água de novo, mas eu não entendia o porquê.

No dia em que eu tive dor de barriga ela me colou junto de seu peito e no meu ouvido disse que estava tudo bem que aquilo já ia passar.

Quando tentei ficar de pé pela primeira vez eu quase cai, mais foi quase porque eu senti uma mão tão grande e macia me segurando e depois me levantando e ai as mãos dela seguravam a minha e juntas caminhávamos pela casa inteira.

Nas noites em que eu não conseguia dormir e ficava chorando porque queria brincar essa mulher ficava do meu lado, perdia o sono dela só para que eu não ficasse sozinha.

Eu não sabia o nome dela, não conseguia falar direito e não entendia porque ela sorria a cada travessura que eu aprontava, porque ela chorava cada vez que eu fazia alguma coisa de errado.

O tempo passou e essa mulher bonita que eu admirava me ensinou a Ave-Maria e disse que eu tinha uma mãezinha que morava lá no céu, mas eu continuava sem entender. Mais tempo se passou sem ela precisar me explicar eu entendi que aquela palavra era MÃE e que eu vinha de Maria que é minha mãezinha do céu e eu era chamada de filho, entendi que aquela mulher que me curou a dor de barriga, que passou noites e noites acordada comigo se tornou minha heroína, mulher de super poderes que com um beijo é capaz de curar um machucado, que com um beijo de boa noite faz com que eu, filho, tenha os melhores sonhos.Quando ela chorava de tristeza era porque eu não entendia que MÃE é para se amar, se cultivar e colher dela todos os frutos.

A mulher que era apenas uma mulher diante de meus olinhos, agora é minha heroína do céu e da terra.